Vai mesmo, gordinha Difícil não acreditar no feminismo O sutiã cor de rosa Eu não merecia ser estuprada Afinal, o que querem as mulheres O amor mora nos detalhes

"Só é coragem se você tiver medo"


Tudo que a gente precisa, vez ou outra, é que a vida nos surpreenda.

É que, quando tudo está parado, quando dias se repetem por meses em uma sequência prevista de fatos, alguma peça se mexa, desorganizando todas as outras. 

O novo assusta, desassossega, aperta o estômago e acelera o ritmo cardíaco, e ,como de tudo que nos parece ameaçador, nossa tendência é fugir, poupar nossas energias optando pelo seguro, pelo previsível, pelo que não nos tira o sono.

No entanto, se algo te instiga, te preocupa tanto a ponto de te privar de noites de sono, é porque, de alguma forma, você está vivendo.

Se você está cheio de feridas, significa que foi corajoso o suficiente para se expor a elas ou para continuar vivendo buscando uma forma de sará-las ou de conviver com elas.

Aquele que muito se protege dificilmente será ferido, mas, certamente, pouco terá vivido.

Lembro de uma passagem que me marcou bastante de um filme ao qual assisti há um tempo atrás que dizia: "Só é coragem se você tiver medo".

Não é covardia desistir quando as coisas estão difíceis, estão sugando sua energia e lhe fazendo infeliz. Isso é inteligência.

Covarde, penso eu, é aquele que não se deixa surpreender, não se abre para o novo pelo medo do desconhecido. É quando o medo de sofrer é maior que a coragem de ser feliz.

Meu maior medo, acredite, ainda é o de não sentir medo algum.



Patrícia Pinheiro



Texto publicado também no site Psiconline Brasil.

#Eu não mereço ser estuprada e nem calada


Nos últimos dias, abrindo as redes sociais, o que mais vemos são fotos de mulheres de todas as idades, sozinhas ou em família, mas todas carregando em um papel ou em seus corpos o seguinte dizer: "Eu não mereço ser estuprada."


Abordando o assunto com outras pessoas e analisando a repercussão na própria mídia, vejo muitos diminuindo o movimento, alegando ser apenas oportunismo os muitos corpos nus que protestam. Pode ser que, em muitos casos, realmente seja. Não sou hipócrita o suficiente a ponto de afirmar que todas as pessoas, sejam mulheres ou homens, que estão reivindicando, o estão fazendo de forma genuína. Acredito que realmente haja muito oportunismo, modismo, ou como você decidir chamar. Nem todos estão verdadeiramente preocupados em mudar alguma coisa. Mas não acredito que isso seja importante e, muito menos, digno de ser usado como argumento para desconstruir o que está sendo construído.

Penso que, antes de perdermos tempo nos atentando aos motivos únicos que levam cada uma dessas mulheres a mostrar a cara e o corpo e afirmar que não merecem ser estupradas, deveríamos usar todo esse movimento e as discussões ricas que ele vem proporcionando para ampliar e enriquecer nossa visão acerca das questões de gênero.

Que, ao invés de apenas questionarmos a validade da pesquisa que deu origem a estas reivindicações, tenhamos em mente que, independentemente do resultado e do que muitos pensam a respeito do tamanho de nossas roupas, o estupro continua acontecendo e que todo e qualquer motivo e espaço que nos convide a falar sobre, nunca deixará de ser válido e construtivo.

Seja compartilhando fotos ou experiências ou apenas o acompanhando, que possamos enxergar e compactuar com toda a positividade que este movimento vem trazendo junto consigo. Que haja menos atenção aos detalhes e mais abertura e ouvidos para tudo aquilo que precisa e merece ser dito. Que se fale da maneira que for, pelo motivo que for, mas que se fale. Qualquer voz é melhor do que o silêncio. Não merecemos ser estupradas e cansamos de permanecer caladas.

Patrícia Pinheiro 

Texto publicado também no Blogueiras Feministas, Portal Africas, Sociedade Racionalista e no jornal Diário de Santa Maria.

Novidades


Olá, gente bonita!

Hoje o post vai ser destinado a compartilhar com vocês, meus leitores, duas recentes conquistas!

1ª Comprei, finalmente, um domínio para o blog! Agora o Patrícia Pinheiro - Textos é .com.br!

2ª Minha crônica, "Afinal, o que querem as mulheres?" foi publicada na edição virtual e IMPRESSA do jornal Diário de Santa Maria. É difícil explicar a emoção única que é ver algo meu publicado no jornal da minha cidade querida!

Como não estou mais morando em Santa Maria, ainda não consegui ter acesso ao jornal e, por isso, pedi para um amigo tirar uma foto que agora compartilho com vocês:






Beijos,

Patrícia Pinheiro