Vai mesmo, gordinha Difícil não acreditar no feminismo O sutiã cor de rosa Eu não merecia ser estuprada Afinal, o que querem as mulheres O amor mora nos detalhes

Sorteio literário!



Olá, gente!

Venho anunciar o primeiro sorteio que será realizado aqui no blog!

O sorteio ocorrerá em parceria com os blogs "Books and Movies" e o" Maravilhosas Descobertas".

Os blogs fazem aniversário em fevereiro e, junto com outros 15 blogs parceiros (incluindo o meu) resolveram fazer uma super promoção de aniversário para vocês!




Os prêmios consistem em cinco kits, contendo quatro livros cada um:



Maravilhosas Descobertas - Assassin's Creed #1: Renascença por Oliver Bowden

Maravilhosas Descobertas - Assassin's Creed #2: Irmandade por Oliver Bowden

Maravilhosas Descobertas - Amaríssimo por Clarice Paes

Clube das 6 - Esposa 22 por Melane Gideon






Maçã Literária - O Atlas Esmeralda por John Stephens

Clube do Livro PE - Quando uma garota entra em um bar por Helena S. Paige

Textos Por Patricia Pinheiro - O Melhor de Mim por Nicholas Sparks

Infinito Particular dos Livros - Os 12 mandamentos por Sidney Sheldon








Exceptions - A Livraria 24h do Mr. Penumbra por Robin Sloan

Mais que Livros - O Presente por Cecilia Ahern

Minha Velha Estante - Meu amor, meu bem, meu querido por Debb Caletti

Desbravadores de Livros - Melancia por Marian Keys 







No Universo da Literatura - Adeus à Inocência por Drusilla Campbell

Tô Pensando em Ler - Eu compro, sim! Mas a culpa é dos hormônios por Pedro Camargo + MIMOS

Mãe, tô escrevendo - A Janela de Overton por Glenn Beck

Maluquice de Garota - Extraordinário por R. J. Alejandro Palacio







Pan’s Mind - Percy Jackson: Ladrão de Raios por Rick Riordan

Memórias de Leitura - A garota do Penhasco por Lucinda Riley

Books and Movies - Não sou este tipo de garota por Siobhan Vivian

Books and Movies - Ainda não te disse nada por Mauricio Gomyde







Ao final da promoção, serão sorteados cinco vencedores que receberão os kits por ordem de sorteio. Ou seja, o primeiro ganhador receberá o kit de número um, e assim por diante. São CINCO chances de ganhar!

Para participar basta se inscrever abaixo e seguir corretamente as instruções: 


a Rafflecopter giveaway
A promoção terá duração de 30 dias. 

As inscrições estão abertas a partir de hoje, 28/01/2014, e serão encerradas no dia 27/02/2014!

Boa sorte a todos!

Amizade: convencional ou incondicional?






Todos nós possuímos ao menos uma pessoa a quem possamos chamar de amigo.

Alguém com quem nos pechamos em um dos muitos meios sociais nos quais estamos inseridos e que, por despertar em nós algum tipo de simpatia, de ligação, seja ela instantânea ou não, acabamos anexando à nossa vida, convidando a fazer parte de nossa história.

Somos, desde que nascemos, seres sociais.

Nos reconhecemos e nos afirmamos através do olhar do outro.

E, por mais que não percebamos, essa é a função dos amigos. 

Eles amenizam sua angústia ao mostrar que a compreendem, e tornam sua alegria ainda mais real apenas por existirem e permitirem que ela seja compartilhada.

Mas, quando o assunto é amizade, e refletindo sobre as que eu mesma cultivo, não consigo deixar de me fazer a seguinte pergunta: Com quantas -se é que há alguma- das pessoas com quem trocamos uma relação de amizade, estabelecemos uma empatia e um vínculo realmente verdadeiros?

Possuímos muitos companheiros, pessoas com quem compartilhamos e que testemunharam diferentes momentos de nossas vidas, pessoas que certamente serão convidadas para nossas formaturas e casamentos, mas, me pergunto com quantas delas trocamos uma genuína cumplicidade e preocupação mútua.

Acredito que relações de amizade assim sejam raras. 

Aquelas em que, apesar da distância, não existem brechas para que um se distraia do outro.

Em que há cuidado mesmo quando o outro não está vendo.

Em que há sensibilidade ou insistência suficientes para que se perceba a necessidade do outro, bem como para ajudar a saná-la.

Seria lindo se alcançássemos toda essa profundidade, esse amor sincero e gratuito, em nossas relações de amizade. 

Um funcionaria, por assim dizer, com uma extensão do outro.

O sorriso, quase como um bocejo, seria contagioso.

O fazer pelo outro seria como o fazer para si mesmo: automático; necessário; inquestionável. 

Tendo consciência de todo o amor que somos capazes de destinar a nós mesmos, que possamos refletir acerca do quanto somos capazes de dar para aqueles que ousamos chamar de amigos.


Patrícia Pinheiro

O Luto do rompimento




Se tem uma coisa que me paralisa e me deixa com um nó na garganta, é a frieza e a facilidade com que muitas pessoas se despedem de outras, com que eliminam alguém de suas vidas.

Sofrimento não é algo que possa ser medido e muito menos cobrado e até mesmo a indiferença é melhor do que qualquer falsa tristeza, mas, no término de relacionamentos, o mecanicismo, o "foi melhor assim" afirmado no ato e o partir para outra em questão de minutos, são algumas das razões pelas quais acreditar no amor se torna ainda mais difícil pra mim.

É claro que, na maioria das vezes, realmente foi melhor assim. Relacionamentos desgastantes e que geram infelicidade para qualquer um dos envolvidos, não apresentam, a meu ver, razões para existir. É necessário e saudável reconhecer quando algo chega ao fim.

Mas acredito que, dadas algumas exceções, se permitimos que uma pessoa fizesse parte da nossa vida, fosse parte de nós mesmos, é porque ela é, ou foi, de alguma forma, especial.

E como por tudo aquilo que é importante e deixa de ocupar, por qualquer motivo que seja, um papel central em nosso dia a dia, espera-se que haja um certo tempo de luto, de elaboração.

É o chorar pela solteirice das roupas íntimas e das escovas de dentes espalhadas pela casa.

É sentir o coração apertar ao lembrar do outro ao passar por aquela livraria que os dois costumavam frequentar juntos.

São as músicas, os cheiros que insistem em não abandonar as roupas, o nome do outro que surge inesperadamente em uma conversa e faz o estômago dar voltas.

Muitas pessoas entram em nossas vidas, algumas permanecem mais que outras, mas cada uma traz junto consigo o seu pacote, aumentando o nosso e o alterando de um jeitinho único.

É realmente mais fácil para aquele que passa por um rompimento sem se deixar abater, mas, para aqueles que choram, que vivem com chãos desabados até sentirem-se capaz de reerguê-los novamente, fica ao menos a certeza da coragem de ter deixado sua alma descansar totalmente em outra vida; da coragem de ter amado.


Patrícia Pinheiro

O sutiã cor de rosa



Certo dia, ao entrar em uma loja, me deparei com um sutiã cor de rosa. Ele era de um rosa chiclete, todo cheio de renda. Lindo!

Quando me certifiquei de que o preço era mais lindo ainda, tratei logo de experimentar para ver se ele gostaria do meu corpo da mesma forma.

Não sei vocês, mas sempre coloco o sutiã virado para poder fechar pela frente, depois o desviro normalmente.

Acontece que, na hora de desvirar, descobri que aquele se tratava de um sutiã diferente.

Ele possuía, além das alças normais, uma parte que deveria se encaixar nas costas, me obrigando a colocá-lo pela frente e fechar por trás, o que exigiria que uma pessoa fechasse ele para mim.

Nunca imaginei que o fato de eu depender de outra pessoa para conseguir fechar facilmente meu próprio sutiã me incomodaria tanto. Devo confessar que me senti ofendida com tamanha imposição.

Ao dividir com alguém minha angústia, a pessoa prontamente alegou ser romântica a ideia da necessidade de um segundo para o fechamento da roupa íntima.

E ela não deixa de ter razão. Existe muito romantismo e sensualidade no ato de fechar as roupas de sua companheira.

Mas a beleza verdadeira, penso eu, estaria no fato de eu pedir que alguém fechasse meu sutiã porque isso me faria bem, por esta se tratar da minha vontade, e não de uma necessidade.

O sutiã cor de rosa é a sociedade que impõe, através dos meios de comunicação, padrões de beleza às mulheres.

O sutiã cor de rosa é o ideal machista da mulher que precisa de um companheiro para ser feliz e que é olhada diferente quando diz que não pensa em ter filhos.

O sutiã cor de rosa representa todas estas imposições disfarçadas de romantismo e supostas receitas para a felicidade.

Que sejamos capazes de viver nossas vidas e fazer escolhas baseadas em nossos próprios ideais, não naqueles que fazem questão de construir para nós. E que saibamos discernir ambos.

Que jamais deixemos de ir contra tudo aquilo que, de alguma forma, degrina nossa imagem e limite nossa liberdade de escolha.

Bonito mesmo é desejar verdadeiramente que alguém faça parte de sua vida, é ter filhos que sejam fruto do puro sonho de ser mãe, é o corpo que não é moldado por nenhuma capa de revista.

Que sejamos capazes de fechar nossos próprios sutiãs.


Patrícia Pinheiro

Texto publicado também nos seguintes sites: Benfazeja; Sociedade Racionalista e Brasil Post.