Resultado do sorteio do livro " O Lado Bom da Vida"

Olá, pessoal!

Como as participações para o sorteio do livro se encerraram ontem, hoje venho com o resultado!

E a ganhadora de um exemplar do livro "O Lado Bom da Vida" é... (musiquinha de suspense)









Parabéns, Taynnara!

Estarei entrando em contato contigo ainda hoje para que possamos acertar os detalhes para o envio do prêmio.

Agradeço também a todos que participaram e fiquem de olho porque vem mais sorteio legal por aí!

Sorteio do livro "O Lado Bom da Vida"




Olá, gente!


Peço desculpas pelo sumiço temporário, mas volto com uma coisa que todo mundo gosta: sorteio!


Irei sortear um exemplar do livro "O Lado Bom da Vida", e, para participar, basta seguir estas três regrinhas bem simples:


- Curtir a fan page do blog no Facebook AQUI;

- Seguir o blog (basta ter uma conta no Google e clicar em "participar deste site", na lateral direita);
- Comentar na postagem avisando que está participando e informando seu e-mail para que eu possa entrar em contato caso você seja o vencedor.



O envio do prêmio fica sob minha responsabilidade e o sorteio será realizado no dia 23/07.



Boa sorte a todos!



É difícil não acreditar em feminismo



É difícil não acreditar em feminismo

Participo, no Facebook, de um grupo feminista no qual só é permitida a participação de mulheres. Trata-se, antes de tudo, de um espaço seguro que muitas encontram para compartilhar suas histórias, dúvidas e angústias. Um espaço onde se dá todo o tipo de troca entre mulheres dispostas a falar e aprender sobre feminismo.

Por achar que espaços como esse são extremamente necessários e enriquecedores, independentemente de participar de forma ativa ou não, procuro, sempre que possível, acompanhar o que está acontecendo por lá. Vejo inúmeros relatos pessoais de agressões físicas e/ou verbais, testemunhos de atos machistas cotidianos a que muitas mulheres são submetidas, bem como o compartilhamento de vitórias e coisas positivas.

Dentre esta pluralidade de trocas e atividades, especificamente uma me saltou aos olhos, me preencheu de emoção e otimismo e me impeliu a escrever este texto. Foi o seguinte: uma das participantes do grupo sugeriu que as demais escrevessem e compartilhassem todas as características físicas que adoram em si mesmas e, dentro de poucos segundos, um turbilhão de respostas começou a surgir.

Mulheres passaram a mostrar fotos de seus cabelos lisos e cacheados, curtos ou longos, e a dizer que não saberiam viver sem eles. Olhos penetrantes e verdadeiros, de todas as cores e tamanhos, sendo eleitos como parte favorita do corpo. Vi fotos de seios, de seios de verdade, seios que são amados justamente por sua tortidão e naturalidade. Cinturas, coxas e bundas não sendo julgadas, mas idolatradas.Predominaram afirmações como “Eu sou linda e gostosa”, “Meu rosto é tão perfeito que, toda vez me olho no espelho, eu penso, puta que pariu, eu casaria comigo!”.

Em uma sociedade em que ainda ditam regras sobre os nossos próprios corpos, em que esteriótipos e ideais insistem em moldá-los fazendo-nos sentir facilmente feias e diminuídas, iniciativas como esta chamam a atenção para a necessidade de mais espaço e voz para exatamente o que se viu ali: incentivo à aceitação e ao amor próprio, à empatia e à sororidade entre mulheres que, diferentemente de egoístas e competitivas, se fazem IRMÃS.

Diante de quaisquer meios como esse que se prestem a abrigar vozes que não diminuem, mas constroem; que não julgam, mas promovem amor e auto-aceitação, é difícil não compreender a necessidade constante da voz plural e libertadora da mulher, é difícil não acreditar em feminismo.

Patrícia Pinheiro

Texto publicado também no Blogueiras Feministas e Sociedade Racionalista

"Só é coragem se você tiver medo"


"Só é coragem se você tiver medo"

Tudo que a gente precisa, vez ou outra, é que a vida nos surpreenda.


É que, quando tudo está parado, quando dias se repetem por meses em uma sequência prevista de fatos, alguma peça se mexa, desorganizando todas as outras. 



O novo assusta, desassossega, aperta o estômago e acelera o ritmo cardíaco, e ,como de tudo que nos parece ameaçador, nossa tendência é fugir, poupar nossas energias optando pelo seguro, pelo previsível, pelo que não nos tira o sono.

No entanto, se algo te instiga, te preocupa tanto a ponto de te privar de noites de sono, é porque, de alguma forma, você está vivendo.

Se você está cheio de feridas, significa que foi corajoso o suficiente para se expor a elas ou para continuar vivendo buscando uma forma de sará-las ou de conviver com elas.

Aquele que muito se protege dificilmente será ferido, mas, certamente, pouco terá vivido.

Lembro de uma passagem que me marcou bastante de um filme ao qual assisti há um tempo atrás que dizia: "Só é coragem se você tiver medo". 

Não é covardia desistir quando as coisas estão difíceis, estão sugando sua energia e lhe fazendo infeliz. Isso é inteligência.

Covarde, penso eu, é aquele que não se deixa surpreender, não se abre para o novo pelo medo do desconhecido. É quando o medo de sofrer é maior que a coragem de ser feliz.

Meu maior medo, acredite, ainda é o de não sentir medo algum.


Patrícia Pinheiro

Texto publicado também no site PsiconlineBrasil

#Eu não mereço ser estuprada e nem calada

# Eu não mereço ser estuprada e nem calada

Nos últimos dias, abrindo as redes sociais, o que mais vemos são fotos de mulheres de todas as idades, sozinhas ou em família, mas todas carregando em um papel ou em seus corpos o seguinte dizer: "Eu não mereço ser estuprada."

Abordando o assunto com outras pessoas e analisando a repercussão na própria mídia, vejo muitos diminuindo o movimento, alegando ser apenas oportunismo os muitos corpos nus que protestam. Pode ser que, em muitos casos, realmente seja. Não sou hipócrita o suficiente a ponto de afirmar que todas as pessoas, sejam mulheres ou homens, que estão reivindicando, o estão fazendo de forma genuína. Acredito que realmente haja muito oportunismo, modismo, ou como você decidir chamar. Nem todos estão verdadeiramente preocupados em mudar alguma coisa. Mas não acredito que isso seja importante e, muito menos, digno de ser usado como argumento para desconstruir o que está sendo construído.

Penso que, antes de perdermos tempo nos atentando aos motivos únicos que levam cada uma dessas mulheres a mostrar a cara e o corpo e afirmar que não merecem ser estupradas, deveríamos usar todo esse movimento e as discussões ricas que ele vem proporcionando para ampliar e enriquecer nossa visão acerca das questões de gênero.

Que, ao invés de apenas questionarmos a validade da pesquisa que deu origem a estas reivindicações, tenhamos em mente que, independentemente do resultado e do que muitos pensam a respeito do tamanho de nossas roupas, o estupro continua acontecendo e que todo e qualquer motivo e espaço que nos convide a falar sobre, nunca deixará de ser válido e construtivo.

Seja compartilhando fotos ou experiências ou apenas o acompanhando, que possamos enxergar e compactuar com toda a positividade que este movimento vem trazendo junto consigo. Que haja menos atenção aos detalhes e mais abertura e ouvidos para tudo aquilo que precisa e merece ser dito. Que se fale da maneira que for, pelo motivo que for, mas que se fale. Qualquer voz é melhor do que o silêncio. Não merecemos ser estupradas e cansamos de permanecer caladas.

Patrícia Pinheiro

Texto publicado também no Blogueiras FeministasPortal Africas, Sociedade Racionalista e no jornal Diário de Santa Maria.

Novidades

Olá, gente bonita!

Hoje o post vai ser destinado a compartilhar com vocês, meus leitores, duas recentes conquistas!

 Comprei, finalmente, um domínio para o blog! Agora o Patrícia Pinheiro - Textos é .com.br!

 Minha crônica, "Afinal, o que querem as mulheres?" foi publicada na edição virtual e IMPRESSA do jornal Diário de Santa Maria. É difícil explicar a emoção única que é ver algo meu publicado no jornal da minha cidade querida!

Como não estou mais morando em Santa Maria, ainda não consegui ter acesso ao jornal e, por isso, pedi para um amigo tirar uma foto que agora compartilho com vocês:




Beijos,

Patrícia Pinheiro


#3 curiosidades a meu respeito


Vi, nos últimos meses, várias pessoas compartilhando pelo Facebook curiosidades sobre si e, embora sabendo que poucas pessoas se darão ao trabalho de ler, sou obrigada a confessar que a narcisista que mora em mim não me deixou em paz até que eu fizesse o mesmo.

Assim, eis aqui três curiosidades trágicas e engraçadas a meu respeito:

Número um: Não sei exatamente em qual momento de minha vida eu me tornei a pessoa tímida e insegura que sou hoje, pois, durante toda a minha infância e parte da minha adolescência, eu sonhava em ser atriz. Eu adorava uma plateia, tudo virava teatro. Fiz, inclusive, com meus 11 ou 12 anos, um curso de teatro e, ao final, apresentamos uma peça onde eu era uma senhora que esbanjava peitos falsos enormes e trajava um vestido no qual deveria caber umas três Patrícias. Na cena final eu corria aos berros atrás do meu "marido" com um peru assado em mãos que, sim, eu acertei nele.

Número dois: Ganhei, ao 13 anos de idade, meu presente de 15 anos: uma viagem para a Disney. Duas semanas com a minha melhor amiga no lugar em que os sonhos se realizam. Nosso sonho, porém, no segundo dia, era voltar para casa. Ao menos o meu era. Eu não tinha nem forças para aplaudir a Sininho luminosa que planava sob o castelo da Cinderela, porque eu sentia muito calor, tinha um sono desumano e uma fome desgraçada de qualquer coisa que não fosse hambúrguer com gosto de nada, batata frita e refrigerante. 

Número três: Quando eu era criança, meu pai começou a apresentar problemas de saúde. Ele teve duas convulsões na minha frente em diferentes épocas da minha infância e ambas no momento do almoço. Eu demorei muito tempo para conseguir comer à mesa, principalmente em restaurantes, sem ficar nervosa e enjoada. Até hoje eu ainda apresento uma relação incomum com a tal da comida. Freud explica ou eu já expliquei?