Vai mesmo, gordinha Difícil não acreditar no feminismo O sutiã cor de rosa Eu não merecia ser estuprada Afinal, o que querem as mulheres O amor mora nos detalhes

Sorteio Literário: "Anjos à mesa" e "se eu ficar"



Oi, gente!

Tem sorteio novo no blog e, dessa vez, é em parceria com o blog Nina é uma, da minha amiga Nina Spim.

Os prêmios serão dois livros: o primeiro ganhador leva Anjos à mesa, e o segundo, Se eu ficar.

1. Seguir publicamente OS DOIS blogs (lembrando que quem não estiver seguindo será automaticamente desclassificado e que não é necessário ter um blog para tal feito).
2. Seguir os passos do Rafflecopter (não é necessário fazer todos, mas quanto mais vocês fizerem mais chances têm de ganhar).
3. O sorteio começa dia 01/10 à meia-noite e termina dia 01/11, à meia-noite (do dia 31 para o dia 1/11).
4. Os vencedores têm até cinco dias úteis para entrar em contato pelo e-mail mundodanina@gmail.com
5. Os livros serão enviados para os ganhadores até uma semana depois do encerramento do sorteio (lembrando que eu fico responsável por Anjos à mesa, e, e Nina, por Se eu ficar).


* Link do Google+ a ser seguido como chance extra: https://plus.google.com/+NinaeumaBlogspot1


a Rafflecopter giveaway

Resultado do sorteio em parceria com a Editora Penalux

Olá, gente!
Conforme combinado, venho informar o resultado do sorteio em parceria com a Editora Penalux.
A sortuda, que vai ganhar um exemplar do livro "O Lugar da Espera", é: Fefa Sol!

1 – Arlete Magalhães
2 – Carolina Gama
3 – Fefa Sol
4 – Juliana Oliveira
5 – Júlia Fortes

Parabéns, Fefa!

Agradeço a participação de todos e fiquem atentos porque logo vem mais sorteio por aí!

Vai mesmo, gordinha!

      Foto de Liora K e Jes Baker. Parte do projeto fotográfico “EXPOSE: SHEDDING LIGHT ON COLLECTIVE BEAUTY”,         que busca mostrar a beleza de mulheres comuns e reais.

Lendo o texto que Mariliz Pereira José escreveu para a Folha: “Vai, gordinha”, admito que me senti incomodada. Por se tratar de um veículo de informação com tamanha visibilidade, me entristece e me preocupa ver uma gordinha que se exercita sendo comparada, nas palavras da cronista, a “um queijo provolone amarrado se desmanchando”.

Ao dar uma proporção gigantesca aos 7 quilos que adquiriu em um ano, a autora confessa que toma banho à luz de velas para evitar visualizar o próprio corpo, se auto intitula uma “gordinha esperta” por saber vestir-se de forma a parecer mais magra, além de afirmar que se submete à atividades físicas que detesta. Não pretendo aqui, de forma alguma, atacar a escritora ou desmerecer seu trabalho, mas, analisando sua abordagem, percebe-se que, durante todo o texto, a pessoa “gordinha” é associada, unicamente, a algo negativo, indesejado e digno de compaixão, o que é, a meu ver, totalmente problemático.

Ao mostrar seu sofrimento para adequar-se aos padrões de beleza, a autora, ao invés de utilizar a exposição de suas próprias vivências como uma forma de criticar e questionar tais construções, peca ao fazer exatamente o oposto: reforçá-las. Mas, cara Mariliz, sei que você não tem intenções de promover o ódio e o preconceito, já vi muitas mulheres fazendo comentários como os seus. Sinto que muitas vezes, nós mulheres, estamos apenas reproduzindo o que nos foi ensinado desde pequenas: criticar mulheres por suas formas físicas.

Mariliz, entendo que a beleza não conhece formas, que não é medida em quilos. Ela reside, ao contrário, exatamente na tranquilidade de ser exatamente aquilo que nós mesmas quisermos ser; e jamais no que é moldado pela opinião alheia. Eu também me solidarizo com a gordinha que está lá suando na esteira, seja por qual motivo for, porque acredito que ela está disposta a mudar, de ver a vida de outras formas. Coisa que talvez o seu amigo que não gosta de gordinhas ou mesmo você que não gosta de regatas parecem não estar.

Hábitos saudáveis de vida são importantes e devem, sim, ser estimulados, mas tão importante quanto é que possamos definir claramente nossos próprios interesses e metas para que elas jamais se confundam com aquelas que, desde muito cedo, acabam construindo para nós. E é por isso que não podemos fechar os olhos para a reprodução da gordofobia que, de alguma forma, se encontra presente em suas palavras; é preciso que, apesar de todos termos direito à preferências pessoais, se lute contra a imposição do que é “bonito” e do que é “feio”, se lute contra discursos que possam denegrir o outro.

Por isso, Mariliz, desejo profundamente que, com 7 quilos a mais ou a menos, você possa se sentir bem com o seu próprio corpo; que nunca venha a sofrer de dor lombar, mas que não deixe de comer pizza com seus amigos para comemorar as coisas boas; que use roupas que te fazem sentir linda, mas que jamais abdique do seu conforto; que tome banho pelada, com um espelho na frente e com todas as luzes da casa acesas para poder se lembrar todos os dias do quão poderosa você é; e que, quando for capaz de se sentir incondicionalmente linda e LIVRE, passe a encorajar todas as gordinhas e magrinhas a fazerem o mesmo. Vai mesmo, gordinha! Vai mesmo, mulher!

Patrícia Pinheiro

Sorteio em parceria com a editora Penalux


Oi, gente!

É com muita alegria que venho comunicar que o blog acabou de fechar parceria com uma editora super legal: a Penalux. E, para iniciar em grande estilo essa nova parceria, nada melhor que um sorteio, né?


Eis o prêmio super legal que a editora gentilmente cedeu para sorteio:



O LUGAR DA ESPERA

Gênero: Prosa poética (Selo Castiçal)

Autor: Erica de Paula





Regras:

1 - Curtir a Fan Page do blog AQUI;
2 - Adicionar a página da Penalux AQUI;
3 - Deixar um comentário neste post avisando que está participando e informando link do Facebook com o qual seguiu as páginas e e-mail para contato.

O envio do prêmio fica sob responsabilidade da editora e o sorteio será realizado no dia 26/09.

Boa sorte!



Divulgando "Anelisa Sangrava Flores", de Anderson Henrique



Olá, gente!

É com muita alegria que hoje venho divulgar o mais recente e incrível trabalho do escritor Anderson Henrique publicado pela editora Penalux: o livro "Anelisa Sangrava Flores".

Neste livro de estreia de Anderson Henrique, o razoável e o absurdo são separados por uma membrana muito sutil em 13 contos que reforçam os méritos da boa literatura fantástica. Em seu universo particular, premissas físicas, temporais e lógicas são subjugadas por tramas e personagens tão improváveis quanto verdadeiros. Transbordam pelos caminhos do contrassenso, mas o fazem indagando ações e sentimentos humanos, interpondo-se sobre o que temos como real em um convite a reflexões multíplices.

Em contos como Uma noite, uma década, as barreiras do tempo são distorcidas e recriadas sempre que um casal se relaciona intimamente. Em A previsão de José Pasqual acompanhamos as últimas horas da única pessoa ciente das circunstâncias do fim dos tempos; Em Estela e Anelisa Sangrava Flores, são as mulheres as responsáveis por moldar e alterar a realidade – a primeira transmuta a si própria, a segunda tem em seu sangue a força transformadora. Em Carolina, Scarlet, Jordana, os sonhos servem de material para as peripécias do autor.

Seria apropriado enquadrar o livro de Anderson Henrique nas concepções do realismo fantástico latino-americano, mas a boa literatura escapa dos limites de tais classificações. Neste livro de estreia, o autor desponta como criador de um realismo mágico próprio, repleto peculiaridades e alegorias que insistem em fazer verdade o que parece tão afastado dela. 


                                                
       

Ficha técnica: 
Título: Anelisa Sangrava Flores 
Autor: Anderson Henrique 
Total de páginas: 124 
Editora: Penalux 
Lançamento: Julho de 2014 
Onde comprar: http://www.editorapenalux.com.br/ 
Blog: http://anelisasangravaflores.blogspot.com.br/ 

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Sobre o autor:
Anderson nasceu no Rio de Janeiro, Capital, em 1982. É formado em Letras - Literaturas de Língua Portuguesa. Alguns de seus textos foram premiados em concursos literários nacionais. Publicou nos livros Dramas Urbanos, pela editora Monte Castelo, Dimensões.br pela editora Andross, Grimoire dos Vampiros e Ufo - Contos não identificados pela editora Literata. Anelisa Sangrava Flores é seu primeiro livro solo. 

Email: andersonhgo@gmail.com 
Facebook:https://www.facebook.com/anderson.henrique.777                                                                                           


Padrões de beleza que adoecem









Sempre fui magra. Anos após entrar na adolescência, comecei a ganhar um pouco de corpo. Mais ou menos, até os 15 anos, me sentia bonita, não tinha maiores problemas com meu peso.

Por volta dos 16 ou 17 anos, enquanto ainda estava no ensino médio, em decorrência de algumas doenças físicas e, posteriormente, traumas emocionais, comecei a emagrecer bastante. Mas eu não percebia a diferença, me alimentava consideravelmente bem e levava uma vida normal. Foi quando os outros começaram a apontar e a criticar minha magreza.

E assim, dia após dia, eu, que mais magrinha ou mais cheinha sempre havia vivido bem dentro do meu próprio corpo, passei a ouvir calada os diversos comentários negativos dispensados ao meu corpo magro, comecei a internalizá-los e a acreditar neles.

O seguinte pensamento passou a martelar 24h por dia na minha cabeça: “Para ser bonita e aceita, preciso engordar”. Assim, passei a fazer milhares de tratamentos, a comer coisas que não tinha vontade mesmo quando estava sem fome, e a frequentar academias (coisa que detesto fazer).

Cada quilo que eventualmente eu perdia, acabava comigo. A cada: “Nossa, como você tá magrinha”, lá ia eu novamente tentar descobrir como juntar os pedaços e levantar da cama no outro dia sem ter medo de colocar uma calça que, aos meus olhos, iria sobrar mais ainda na cintura.

Passei a desenvolver uma espécie de síndrome do pânico, um medo patológico de emagrecer. Medo de ficar doente e emagrecer. Medo de comer uma coisa estragada e emagrecer. Colocando assim, parece bobo, mas a preocupação com o corpo, a associação que fiz entre o corpo ideal e a felicidade, me tirou grande parte da tranquilidade de viver, da espontaneidade, da segurança; me fazendo preocupada, pessimista, detalhista, extremamente ansiosa e facilmente deprimida.

Fiz e ainda faço muita terapia para conseguir lidar com esse padrão de pensamento que, mesmo que de forma um pouco menos acentuada, ainda insiste em me puxar para baixo. Mas hoje, consigo entender que apesar de eu ter permitido que todo esse medo tomasse uma proporção gigantesca na minha vida, eu não o construí sozinha.

Eu não me sentia feia, até que começaram a dizer que eu seria muito mais bonita se ganhasse uns quilinhos. Eu não me sentia menos gente, até alguém dizer que “eu era legal, mas muito magrinha”. Eu me sentia inteira antes de me dizerem que eu estava a ponto de sumir.

O que mais dói é saber que eu sou mais uma dentre as milhares de mulheres que experienciam situações como essa; que, na tentativa de engordar ou emagrecer, adoecem para atingir um padrão de beleza que nos é empurrado todo dia. E é por isso que meu estômago revira a cada capa de revista que eu vejo carregada de dietas para emagrecer. É por isso que não faço questão de ter a amizade de uma pessoa que chama uma mulher de “caveira” ou de “baleia”.

É por todos esses comentários maldosos a que eu e muitas mulheres ainda somos submetidas que precisamos do feminismo, pois, diferentemente de vitimização, como muitos o definem, ele é, sim, o abrigo de vozes que lutam contra todas essas imposições que já tiraram o meu brilho do olhar; é a certeza de que o belo e o correto sempre serão nada mais do que aquilo que NÓS MESMAS desejarmos ser.



Patrícia Pinheiro 



Foto de Elena Ocho no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Pesquisa de público

Olá, gente!

Como o blog está crescendo cada vez mais, já estava mais do que na hora de fazer uma pesquisa com o intuito de conhecer e ouvir um pouco mais meu público. Por isso, por mais que vocês tenham acabado de conhecer o blog ou já o acompanhem há mais tempo, peço que, se possível, tirem um tempinho para me ajudar respondendo a esta pequena pesquisa. Sejam muito sinceros e não se preocupem que tudo permanecerá anônimo.

Segue o formulário:
 

Àqueles que responderam, fica meu muitíssimo obrigada pelo tempo disponibilizado a ajudar o Patrícia Pinheiro - Textos a ficar cada dia melhor e mais próximo de seus leitores!