Difícil não acreditar no feminismo O sutiã cor de rosa Eu não merecia ser estuprada Afinal, o que querem as mulheres O amor mora nos detalhes

Sorteio em parceria com a editora Penalux


Oi, gente!

É com muita alegria que venho comunicar que o blog acabou de fechar parceria com uma editora super legal: a Penalux. E, para iniciar em grande estilo essa nova parceria, nada melhor que um sorteio, né?


Eis o prêmio super legal que a editora gentilmente cedeu para sorteio:



O LUGAR DA ESPERA

Gênero: Prosa poética (Selo Castiçal)

Autor: Erica de Paula





Regras:

1 - Curtir a Fan Page do blog AQUI;
2 - Adicionar a página da Penalux AQUI;
3 - Deixar um comentário neste post avisando que está participando e informando link do Facebook com o qual seguiu as páginas e e-mail para contato.

O envio do prêmio fica sob responsabilidade da editora e o sorteio será realizado no dia 26/09.

Boa sorte!



Divulgando "Anelisa Sangrava Flores", de Anderson Henrique



Olá, gente!

É com muita alegria que hoje venho divulgar o mais recente e incrível trabalho do escritor Anderson Henrique publicado pela editora Penalux: o livro "Anelisa Sangrava Flores".

Neste livro de estreia de Anderson Henrique, o razoável e o absurdo são separados por uma membrana muito sutil em 13 contos que reforçam os méritos da boa literatura fantástica. Em seu universo particular, premissas físicas, temporais e lógicas são subjugadas por tramas e personagens tão improváveis quanto verdadeiros. Transbordam pelos caminhos do contrassenso, mas o fazem indagando ações e sentimentos humanos, interpondo-se sobre o que temos como real em um convite a reflexões multíplices.

Em contos como Uma noite, uma década, as barreiras do tempo são distorcidas e recriadas sempre que um casal se relaciona intimamente. Em A previsão de José Pasqual acompanhamos as últimas horas da única pessoa ciente das circunstâncias do fim dos tempos; Em Estela e Anelisa Sangrava Flores, são as mulheres as responsáveis por moldar e alterar a realidade – a primeira transmuta a si própria, a segunda tem em seu sangue a força transformadora. Em Carolina, Scarlet, Jordana, os sonhos servem de material para as peripécias do autor.

Seria apropriado enquadrar o livro de Anderson Henrique nas concepções do realismo fantástico latino-americano, mas a boa literatura escapa dos limites de tais classificações. Neste livro de estreia, o autor desponta como criador de um realismo mágico próprio, repleto peculiaridades e alegorias que insistem em fazer verdade o que parece tão afastado dela. 


                                                
       

Ficha técnica: 
Título: Anelisa Sangrava Flores 
Autor: Anderson Henrique 
Total de páginas: 124 
Editora: Penalux 
Lançamento: Julho de 2014 
Onde comprar: http://www.editorapenalux.com.br/ 
Blog: http://anelisasangravaflores.blogspot.com.br/ 

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Sobre o autor:
Anderson nasceu no Rio de Janeiro, Capital, em 1982. É formado em Letras - Literaturas de Língua Portuguesa. Alguns de seus textos foram premiados em concursos literários nacionais. Publicou nos livros Dramas Urbanos, pela editora Monte Castelo, Dimensões.br pela editora Andross, Grimoire dos Vampiros e Ufo - Contos não identificados pela editora Literata. Anelisa Sangrava Flores é seu primeiro livro solo. 

Email: andersonhgo@gmail.com 
Facebook:https://www.facebook.com/anderson.henrique.777                                                                                           


Padrões de beleza que adoecem









Sempre fui magra. Anos após entrar na adolescência, comecei a ganhar um pouco de corpo. Mais ou menos, até os 15 anos, me sentia bonita, não tinha maiores problemas com meu peso.

Por volta dos 16 ou 17 anos, enquanto ainda estava no ensino médio, em decorrência de algumas doenças físicas e, posteriormente, traumas emocionais, comecei a emagrecer bastante. Mas eu não percebia a diferença, me alimentava consideravelmente bem e levava uma vida normal. Foi quando os outros começaram a apontar e a criticar minha magreza.

E assim, dia após dia, eu, que mais magrinha ou mais cheinha sempre havia vivido bem dentro do meu próprio corpo, passei a ouvir calada os diversos comentários negativos dispensados ao meu corpo magro, comecei a internalizá-los e a acreditar neles.

O seguinte pensamento passou a martelar 24h por dia na minha cabeça: “Para ser bonita e aceita, preciso engordar”. Assim, passei a fazer milhares de tratamentos, a comer coisas que não tinha vontade mesmo quando estava sem fome, e a frequentar academias (coisa que detesto fazer).

Cada quilo que eventualmente eu perdia, acabava comigo. A cada: “Nossa, como você tá magrinha”, lá ia eu novamente tentar descobrir como juntar os pedaços e levantar da cama no outro dia sem ter medo de colocar uma calça que, aos meus olhos, iria sobrar mais ainda na cintura.

Passei a desenvolver uma espécie de síndrome do pânico, um medo patológico de emagrecer. Medo de ficar doente e emagrecer. Medo de comer uma coisa estragada e emagrecer. Colocando assim, parece bobo, mas a preocupação com o corpo, a associação que fiz entre o corpo ideal e a felicidade, me tirou grande parte da tranquilidade de viver, da espontaneidade, da segurança; me fazendo preocupada, pessimista, detalhista, extremamente ansiosa e facilmente deprimida.

Fiz e ainda faço muita terapia para conseguir lidar com esse padrão de pensamento que, mesmo que de forma um pouco menos acentuada, ainda insiste em me puxar para baixo. Mas hoje, consigo entender que apesar de eu ter permitido que todo esse medo tomasse uma proporção gigantesca na minha vida, eu não o construí sozinha.

Eu não me sentia feia, até que começaram a dizer que eu seria muito mais bonita se ganhasse uns quilinhos. Eu não me sentia menos gente, até alguém dizer que “eu era legal, mas muito magrinha”. Eu me sentia inteira antes de me dizerem que eu estava a ponto de sumir.

O que mais dói é saber que eu sou mais uma dentre as milhares de mulheres que experienciam situações como essa; que, na tentativa de engordar ou emagrecer, adoecem para atingir um padrão de beleza que nos é empurrado todo dia. E é por isso que meu estômago revira a cada capa de revista que eu vejo carregada de dietas para emagrecer. É por isso que não faço questão de ter a amizade de uma pessoa que chama uma mulher de “caveira” ou de “baleia”.

É por todos esses comentários maldosos a que eu e muitas mulheres ainda somos submetidas que precisamos do feminismo, pois, diferentemente de vitimização, como muitos o definem, ele é, sim, o abrigo de vozes que lutam contra todas essas imposições que já tiraram o meu brilho do olhar; é a certeza de que o belo e o correto sempre serão nada mais do que aquilo que NÓS MESMAS desejarmos ser.



Patrícia Pinheiro 



Foto de Elena Ocho no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Pesquisa de público

Olá, gente!

Como o blog está crescendo cada vez mais, já estava mais do que na hora de fazer uma pesquisa com o intuito de conhecer e ouvir um pouco mais meu público. Por isso, por mais que vocês tenham acabado de conhecer o blog ou já o acompanhem há mais tempo, peço que, se possível, tirem um tempinho para me ajudar respondendo a esta pequena pesquisa. Sejam muito sinceros e não se preocupem que tudo permanecerá anônimo.

Segue o formulário:
 

Àqueles que responderam, fica meu muitíssimo obrigada pelo tempo disponibilizado a ajudar o Patrícia Pinheiro - Textos a ficar cada dia melhor e mais próximo de seus leitores!

O amor mora nos detalhes




















Não sei quanto a outros sentimentos, mas, falando de amor, não penso duas vezes antes de afirmar que, sim, ele se encontra nos detalhes. O amor está na tranquilidade que, muitas vezes, o outro nos traz apenas de fazer-se ali, presente, mesmo que em um cômodo distinto da casa. Nem sempre é questão de cheiro e toque; ele está também no impalpável, na cumplicidade invisível de um sentimento que não demanda excesso de palavras. Amar é também encontrar serenidade nos espaços e silêncios, é não precisar de provas diárias para lembrar-se de que se é totalmente idolatrado e aceito; mas carregar a paz e a certeza de uma entrega mútua que não permite dúvidas, pois é sentida em todos os lugares.

O amor está na telepatia, no conhecer o outro tão bem a ponto de antecipar suas palavras e pensamentos e, mesmo assim, sempre surpreender-se com a magia que é conectar-se tão profundamente com alguém a ponto de pronunciar frases sincronizadas, de ouvir o outro falar alguma coisa e pensar "nossa, eu ia falar exatamente a mesma coisa".

O amor está na falta, na saudade absurda que sentimos do sorriso torto, da textura de sua camiseta favorita, do cheiro do pescoço e do cabelo bagunçado do outro. É esquecer-se propositalmente de todas essas coisas só para se apaixonar novamente por elas no reencontro. O amor é reencontro. É uma constante mistura dolorida e gostosa de uma saudade daquilo que, muitas vezes, ainda nem aconteceu.

O amor está, também, não necessariamente no concordar, afinal, e, felizmente, sempre haverá discordâncias e opiniões divergentes. Um será mais "relax", tomará decisões precipitadas e impensadas e sempre irá adiar mais um pouquinho as consequentes preocupações, enquanto o outro será mais atento, meticuloso, sofrerá mais por antecedência do que por reais consequências. Mas, muito antes de compreensão, o amor está no respeito, na sensibilidade de saber ouvir mesmo que ainda assim não decida concordar, na não necessidade de mudar para agradar ou adequar-se ao outro; mas na liberdade de reinventar-se naturalmente, na tranquilidade de ser exatamente aquilo que se é.

O amor está em todos risos, ora tímidos, ora escandalosos; nos silêncios e também nos barulhos; nas pernas bambas e na força da união de dois corpos; no respirar tranquilo e também no não conseguir respirar; na coragem de incluir alguém nos seus planos, mesmo sabendo que amanhã já não seremos mais os mesmos; mas está, acima de tudo, exatamente no turbilhão de detalhes não denotáveis que surgem em nossas mentes quando alguém nos faz aquela difícil pergunta: "o que é o amor?"

Patrícia Pinheiro


Foto: cena do filme "Before Sunrise"

Texto publicado também nos seguintes sites: Casal Sem VergonhaRonaud.comPsiconline Brasil e CONTI outra.

Resultado do sorteio do livro " O Lado Bom da Vida"

Olá, pessoal!

Como as participações para o sorteio do livro se encerraram ontem, hoje venho com o resultado!

E a ganhadora de um exemplar do livro "O Lado Bom da Vida" é... (musiquinha de suspense)









Parabéns, Taynnara!

Estarei entrando em contato contigo ainda hoje para que possamos acertar os detalhes para o envio do prêmio.

Agradeço também a todos que participaram e fiquem de olho porque vem mais sorteio legal por aí!

Sorteio do livro "O Lado Bom da Vida"




Olá, gente!


Peço desculpas pelo sumiço temporário, mas volto com uma coisa que todo mundo gosta: sorteio!


Irei sortear um exemplar do livro "O Lado Bom da Vida", e, para participar, basta seguir estas três regrinhas bem simples:


- Curtir a fan page do blog no Facebook AQUI;

- Seguir o blog (basta ter uma conta no Google e clicar em "participar deste site", na lateral direita);
- Comentar na postagem avisando que está participando e informando seu e-mail para que eu possa entrar em contato caso você seja o vencedor.



O envio do prêmio fica sob minha responsabilidade e o sorteio será realizado no dia 23/07.



Boa sorte a todos!